Tubarões-baleia juvenis aderem às Filipinas, mostra estudo

Tubarão-baleia marcado no sul de Leyte. (Foto: Gonzalo Araújo)

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Um estudo de rastreamento por satélite de 17 tubarões-baleia juvenis, considerado o mais abrangente já realizado nas Filipinas, mostrou que, embora altamente móveis, todos os tubarões permaneceram nas águas do país durante o período de rastreamento.

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Isto, afirmam os investigadores, demonstra a importância do arquipélago para a espécie.

As Filipinas abrigam, e nos últimos 20 anos protegeram oficialmente, a terceira maior população conhecida de tubarões-baleia no mundo.

Globalmente, a espécie é classificada como Ameaçada de Extinção após um declínio populacional de mais de 50%, em grande parte causado pela exploração contínua, especialmente no Sudeste Asiático.

Mais de 600 tubarões-baleia individuais foram identificados nos mares de Sulu e Bohol, nas Filipinas. A sua proximidade com a pesca no Mar da China Meridional torna importante monitorizar os seus movimentos para determinar se a população está a recuperar ou a diminuir, e para identificar prioridades de conservação.

A pesquisa foi realizada pelo Instituto de Pesquisa de Grandes Vertebrados Marinhos das Filipinas (LAMAVE), pela Fundação Marine Megafauna (MMF) e pelo Tubbataha Management Office (TMO).

Os cientistas conseguiram observar os tubarões-baleia quase em tempo real usando tags de satélite amarradas que transmitiam uma localização sempre que o tubarão-baleia se aproximava da superfície.

Os tubarões-baleia variavam em tamanho de 4.5 a 7 metros e eram 73% machos. Eles foram marcados no sul de Leyte, norte de Mindanao e Palawan entre abril de 2015 e abril de 2016.

Um indivíduo originalmente marcado no Parque Natural dos Recifes de Tubbataha percorreu 1550 milhas enquanto nadava pelos mares Sulu e Bohol até o Pacífico. Descobriu-se que outro cobria uma média de 29 quilômetros por dia.

“Esta investigação destaca a elevada mobilidade dos tubarões-baleia, mesmo os juvenis, e a necessidade de planos de gestão e conservação em maior escala para esta espécie ameaçada”, disse o principal autor do estudo, Gonzalo Araujo.

As descobertas podem ser encontradas em PeerJ, o Jornal da Vida e Ciências Ambientais.

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